Por: Assessoria da parlamentar A deputada ítalo-brasileira Renata Bueno afirmou nesta quarta-feira que a decisão Conselho de Estado italiano de adiar até o dia 22 de setembro a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no processo do mensalão, frustra a expectativa dos brasileiros que pretendiam vê-lo cumprindo pena no país. “Essa decisão frustrou muito a esperança dos brasileiros, não só daqueles que estão acompanhando o caso aqui na Itália, mas também no Brasil, porque já existia toda uma mobilização das autoridades brasileiras para vir aqui buscar Pizzolato visto que as últimas decisões (pela extradição) tinham sido muito concretas e bem argumentadas”, afirmou a parlamentar, eleita na América do Sul para representar no parlamento italiano os italianos e cidadãos com dupla cidadania residentes na região. A deputada disse, no entanto, que a possibilidade de extradição do condenado no mensalão ainda é grande. Ela explicou que o Conselho de Estado, na verdade, apenas adiou a extradição para poder analisar os documentos referente a situação carcerária no Brasil e na penitenciária da Papupa, em Brasília, onde Pizzolato deveria cumprir sua sentença de prisão. “O Conselho pediu ao Ministério da Justiça da Itália que apresente os documentos que deram fundamentação para a decisão do ministro Andrea Orlando a favor da extradição. Esses documentos devem ser apresentados dentro de 60 dias e óbvio que, com as férias europeias em todo o mês de agosto, uma nova audiência ficou marcada para 22 de setembro”, relatou Renata Bueno. Nos documentos a serem enviados, explica a parlamentar, devem constar todas as informações prestadas pelo Ministério da Justiça do Brasil a respeito das condições carcerárias do país, incluído as questões de segurança na penitenciária onde ele deve cumprir pena. “Em todo esse processo ficou uma frustração muito grande, falei inclusive com a embaixada do Brasil, que já estava na expectativa de ação para trazer Pizzolato para o Brasil. O que fica é uma sensação de que uma esfera administrativa da Itália está questionando as informações repassadas pelo ministro da Justiça do Brasil”, finalizou Renata Bueno.